Preenchimento glúteo com PMMA é seguro? O que saber antes e depois
O Dr. Thiago Perfeito não usa PMMA em nenhum preenchimento glúteo. O motivo: o PMMA fica no corpo para sempre, não existe substância que o dissolva e, se surgir uma reação, a retirada é cirúrgica e quase sempre incompleta. O preenchimento de bumbum dele é feito com produtos absorvíveis — ácido hialurônico corporal, bioestimulador ou a sua própria gordura —, com a caixa aberta na sua frente.
O que é PMMA e por que ele é diferente dos outros produtos?
PMMA é a sigla de polimetilmetacrilato, um tipo de plástico acrílico. No uso estético, ele chega como microesferas suspensas num gel. O gel o corpo absorve em pouco tempo; as microesferas, não. Elas continuam no tecido, e o organismo reage a cada uma delas como a um corpo estranho, envolvendo-as em tecido fibroso. É esse acúmulo de cicatriz interna que produz o volume.
Os produtos usados pelo Dr. Thiago funcionam de outro jeito. O ácido hialurônico corporal ocupa espaço e é reabsorvido aos poucos. O bioestimulador estimula o seu próprio colágeno e é degradado pelo organismo com o tempo. A gordura própria é tecido seu, transferido de uma área para outra. A diferença que mais importa para a sua segurança está na última coluna da tabela: o que fazer se algo não sair como planejado.
| Produto | O corpo absorve? | Dá para desfazer? |
|---|---|---|
| Ácido hialurônico corporal (UPmax, Sofiderm) | Sim, de forma gradual | Sim: a hialuronidase é uma enzima que degrada o produto |
| Bioestimulador (Radiesse, de hidroxiapatita de cálcio; Sculptra, de ácido poli-L-láctico) | Sim, ao longo de meses | Não existe agente equivalente à hialuronidase; o corpo elimina o produto com o tempo |
| Gordura própria (Lipocube) | Parte da gordura enxertada pega e parte é reabsorvida, conforme cada paciente | É tecido seu; não há produto estranho para retirar |
| PMMA | Não. As microesferas ficam para sempre | Não há antídoto; a retirada é cirúrgica e parcial |
Para entender melhor as duas primeiras opções, veja ácido hialurônico ou bioestimulador.
Por que o Dr. Thiago não usa PMMA no preenchimento de bumbum?
O atrativo do PMMA é a permanência. O problema é que a mesma permanência vale para qualquer complicação. Com um produto absorvível, o pior cenário tem prazo para terminar. Com o PMMA, não tem.
A literatura médica descreve reações que aparecem meses ou anos depois da aplicação, quando a paciente nem associa mais o sintoma ao procedimento:
- granulomas — caroços inflamatórios que crescem devagar sob a pele e deformam o contorno;
- deslocamento do material para longe do ponto onde foi aplicado;
- infecções tardias, que podem surgir sem ferida ou causa evidente e resistem ao tratamento comum;
- nos grandes volumes corporais, como no glúteo, alteração do cálcio no sangue e lesão nos rins.
Nenhuma dessas situações tem remédio que retire o produto. Por isso a escolha dele é trabalhar só com material absorvível: aceitar que o resultado precisa de manutenção, em troca de ter sempre uma saída.
Vale um esclarecimento: o PMMA não é proibido no Brasil, e existem preenchedores de PMMA com registro na Anvisa. Registro autoriza a venda do produto; ele não transforma em seguro qualquer volume, em qualquer região do corpo.
Já tenho PMMA no bumbum. Posso fazer preenchimento glúteo?
Conte isso logo no início da avaliação. A presença de PMMA muda o planejamento, e a conduta depende do seu caso, examinado pessoalmente. Ajuda muito levar o que você tiver:
- o nome do produto, se souber;
- a data aproximada da aplicação;
- a quantidade, se alguém informou;
- quem aplicou e onde.
Se você não sabe exatamente o que recebeu, diga isso também. É uma situação comum e é melhor declarar a dúvida do que deixá-la de fora.
Mesmo sem intenção de fazer um novo procedimento, procure avaliação médica se aparecer caroço novo, endurecimento, vermelhidão que vai e volta ou dor na região. Em quem tem grande volume de PMMA no corpo, sede excessiva, urinar muito, náusea, intestino preso, cansaço fora do comum ou confusão mental pedem consulta com exames de cálcio e de função dos rins.
Como saber o produto que foi usado em mim?
Todo produto injetável legítimo tem nome comercial, número de lote e validade, impressos na caixa e numa etiqueta de rastreabilidade. É essa etiqueta que permite saber, anos depois, o que exatamente entrou no seu corpo.
Na prática do Dr. Thiago, isso não depende de você pedir: a caixa do produto é mostrada e aberta na sua frente, e todas as etiquetas de lote ficam coladas na sua ficha. Assim fica registrado, na sua ficha, o que foi aplicado em você.
Se você fez o procedimento em outro lugar, peça ao serviço essa informação por escrito: nome comercial, lote e volume em mL ou número de caixas. Um detalhe que confunde muita gente é que o nome não revela a molécula. UPmax e Sofiderm, por exemplo, soam como bioestimuladores, mas são ácido hialurônico. Saber a classe correta muda o que pode ser feito numa urgência.
E, se a clínica não quiser ou não souber dizer o que aplicou, considere isso um sinal de alerta por si só. No guia como escolher o médico, a identificação do produto é um dos cinco critérios.
Quais são os sinais de alerta depois do preenchimento glúteo?
Nos primeiros dias, é esperado sentir dor parecida com a de um treino pesado, inchaço, roxo e sensação de peso ao sentar. O que define se está tudo bem é a direção: esses sintomas melhoram um pouco a cada dia.
Procure o médico que aplicou imediatamente se notar:
- dor que aumenta em vez de diminuir, sobretudo depois das primeiras 48 horas;
- pele pálida, arroxeada em forma de rede, escurecida ou mais fria que o resto do glúteo;
- dor súbita e muito forte durante a própria aplicação;
- vermelhidão quente que se espalha para fora da área tratada, qualquer secreção ou febre;
- área endurecida que cresce, ou nódulo dolorido que aparece depois que tudo já tinha melhorado.
Tosse com sangue, falta de ar, dor no peito ou confusão mental são emergência: vá direto a um pronto-socorro. E, nos sinais acima, se o médico não atender na hora, o caminho também é o pronto-socorro, sem esperar resposta de mensagem. Leve a informação do produto, do volume e da data.
O passo a passo dos cuidados está em recuperação do preenchimento glúteo.
O que torna o preenchimento glúteo mais seguro?
Nenhum procedimento é isento de risco, mas alguns fatores reduzem bastante a chance de problema e melhoram a resposta quando ele acontece:
- médico com CRM ativo, que examina você pessoalmente antes de qualquer proposta;
- produto absorvível e identificado, com lote registrado na ficha;
- técnica e plano de aplicação corretos: os vasos glúteos ficam nos planos profundos, sob o músculo, por isso onde e como o produto é depositado não é detalhe;
- acompanhamento depois: o Dr. Thiago acompanha pessoalmente, de perto, qualquer intercorrência dos pacientes dele;
- volume compatível com o seu corpo, definido na avaliação — veja quantos mL.
O Dr. Thiago soma mais de 500 casos de glúteo e atende na Clínica INTI, no Lago Sul — detalhes em onde fazer em Brasília. Para o panorama completo do procedimento, comece pelo guia do preenchimento glúteo.